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Ritmo - um outro tempo dentro do tempo convencional

Atualizado: 18 de mai. de 2019


Em música existem sons longos e sons breves. Há também momentos quando se interrompe a emissão do som: os silêncios. A duração do som depende da duração da vibração do corpo elástico. A duração é a maior ou menor continuidade do som. A relação entre durações de sons define o ritmo.


O Ritmo é a organização do tempo. O ritmo não é, portanto, um som, mas somente um tempo organizado. "O ritmo é a ordem do movimento" (Platão). A palavra ritmo (em grego rhythmos) designa "aquilo que flui, aquilo que se move".


Na notação musical atual, cada nota escrita na pauta informa a altura (posição da nota na linha ou no espaço da pauta), e também a duração (formato e configuração da nota). A duração relativa dos sons é definida pelos valores (os valores definem as proporções entre as notas). A duração absoluta é dada pela indicação do andamento.


Notas e pausas são um conjunto de sinais convencionais representativos das durações. São sete valores que representam as notas e as pausas no atual sistema musical. Para cada figura existe uma pausa correspondente.

 

No nível neural, tocar um instrumento exige a orquestração de regiões do nosso cérebro reptiliano primitivo - o cerebelo e o tronco cerebral - , bem como de sistemas cognitivos

mais avançados, como o córtex motor (no lobo parietal) e as regiões ligadas ao planejamento em nosso lobos frontais, a parte mais avançada do cérebro.


No nível somático, temos principalmente o pulso sanguíneo e certas disposições musculares (que se relacionam sobretudo com o andar e suas velocidades), além da respiração. A terminologia tradicional associa o ritmo à categoria do andamento, que tem sua medida média no andante, sua forma mais lenta no largo e as indicações mais rápidas associadas já à corrida afetiva do allegro e do vivace (os andamentos se incluem num gradiente de disposições físicas e psicológicas). Assim, também, um teórico do século XVIII sugeria que a unidade prática do ritmo musical, o padrão regular de todos os andamentos, seria "o pulso de uma pessoa de bom humor, fogosa e leve, à tarde".


Os indianos usam o batimento do coração ou o piscar do olho como referência, esse último já próximo de uma medida mais abstrata, como aquela que certos teóricos chamam "duração de presença" (a maior unidade de tempo que conseguimos contar mentalmente sem subdividi-la). Essa seria uma unidade mental, relativamente variável de pessoa para pessoa e que, como lembram bem os defensores da música in natura, é mais importante do que o tempo mecanizado do metrônomo e a cronometria do segundo.


O fundamento dessa unidade de presença estaria possivelmente em certas frequências cerebrais, especialmente no ritmo alfa que alguns consideram como ritmo (ou, mais exatamente, o pulso) cerebral que serve de base à interpretação dos demais ritmos.


Os sons são emissões pulsantes, que são por sua vez interpretadas segundo os pulsos corporais, somáticos e psíquicos. As músicas se fazem nesse ligamento em que diferentes frequências se combinam e se interpretam porque se interpenetram.

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